Riscos empresariais no segundo semestre de 2026: o que deve estar no radar das empresas?
Os principais riscos empresariais para o segundo semestre de 2026 estão relacionados à interrupção das atividades, ataques cibernéticos, eventos climáticos, danos patrimoniais, falhas na cadeia de fornecedores, responsabilidade civil e afastamento de profissionais essenciais.
Para reduzir a exposição a esses problemas, as empresas devem revisar suas apólices, atualizar os valores segurados, identificar operações críticas e verificar se as coberturas contratadas acompanham a realidade atual do negócio.
O segundo semestre é um período importante para realizar essa análise, principalmente antes das renovações de seguros, do planejamento orçamentário e do encerramento do exercício.
Por que revisar os riscos da empresa no segundo semestre?
Empresas mudam ao longo do ano. Novos equipamentos são adquiridos, estoques aumentam, profissionais são contratados, operações são ampliadas e novos serviços passam a ser oferecidos.
Quando o seguro empresarial não acompanha essas mudanças, podem surgir diferenças entre a estrutura real da empresa e aquilo que foi informado na contratação da apólice.
Até abril de 2026, os seguros de danos e pessoas, desconsiderando o VGBL, movimentaram R$ 74,8 bilhões no Brasil. O resultado representa crescimento nominal de 6,13% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Superintendência de Seguros Privados.
Os números indicam uma procura crescente por proteção, mas cada organização precisa avaliar os riscos específicos de sua atividade.
Quais são os principais riscos empresariais em 2026?
1. Interrupção da operação
A interrupção das atividades é um dos riscos mais relevantes para empresas de qualquer tamanho.
Incêndios, alagamentos, falhas elétricas, acidentes, ataques cibernéticos e problemas com fornecedores podem impedir uma empresa de produzir, vender ou prestar serviços.
Mesmo quando o dano material é reparado, o negócio pode enfrentar perda de faturamento, despesas fixas, atrasos, multas e cancelamento de contratos.
Por isso, além do seguro patrimonial, é importante avaliar coberturas relacionadas a lucros cessantes e interrupção das atividades. A aplicação dessas coberturas depende das condições previstas na apólice e dos eventos efetivamente contratados.
2. Ataques cibernéticos e perda de dados
Os riscos cibernéticos não afetam apenas grandes corporações. Pequenas e médias empresas também armazenam dados, utilizam sistemas digitais, realizam pagamentos eletrônicos e dependem de serviços em nuvem.
Entre os possíveis impactos de um ataque estão:
- indisponibilidade dos sistemas;
- vazamento de dados pessoais;
- fraudes financeiras;
- perda de arquivos;
- interrupção das vendas;
- despesas jurídicas;
- danos à reputação.
Em 2026, riscos cibernéticos e vulnerabilidades nas cadeias de fornecedores aparecem cada vez mais interligados. Um ataque contra um prestador de tecnologia pode afetar simultaneamente diversas empresas atendidas por ele.
O seguro cyber pode integrar a estratégia de resposta, juntamente com controles de acesso, cópias de segurança, treinamento de funcionários e planos de contingência.
3. Eventos climáticos extremos
Eventos climáticos podem causar danos a imóveis, veículos, máquinas, equipamentos, mercadorias e estoques.
Chuvas intensas, enchentes, vendavais, granizo e descargas elétricas também podem interromper o fornecimento de energia, bloquear acessos e prejudicar transportes.
O Fórum Econômico Mundial inclui os eventos climáticos extremos entre os riscos globais mais relevantes de 2026. Esses acontecimentos já produzem impactos financeiros, afetam cadeias de fornecimento e aumentam os custos relacionados à proteção patrimonial.
A empresa deve verificar se sua apólice contempla os eventos aos quais está efetivamente exposta. Também é necessário avaliar limites, franquias, exclusões e valores declarados.
4. Danos ao patrimônio e aos equipamentos
O patrimônio empresarial pode incluir imóveis, máquinas, móveis, equipamentos eletrônicos, matérias-primas, estoques e mercadorias.
Uma cobertura insuficiente pode não permitir a reposição integral dos bens após um sinistro.
Na revisão do seguro empresarial, é importante atualizar:
- valores dos equipamentos;
- quantidade e valor dos estoques;
- melhorias realizadas no imóvel;
- novos endereços;
- atividades desenvolvidas;
- sistemas de segurança instalados;
- mudanças no processo produtivo.
A contratação deve considerar o custo atual de reposição e as condições estabelecidas pela seguradora.
5. Problemas na cadeia de fornecedores
A dependência de um único fornecedor, transportador, sistema ou distribuidor pode aumentar a vulnerabilidade da empresa.
Oscilações econômicas, conflitos comerciais, escassez de insumos, falhas logísticas e ataques digitais podem atrasar entregas ou interromper a produção.
O relatório de riscos globais de 2026 aponta a confrontação geoeconômica como uma das principais preocupações no curto prazo. Para as empresas, isso pode se refletir em custos maiores, mudanças de fornecedores e instabilidade na disponibilidade de produtos e matérias-primas.
Mapear fornecedores críticos e desenvolver alternativas reduz a dependência e melhora a capacidade de resposta.
6. Responsabilidade civil
Uma empresa pode ser responsabilizada por danos materiais, corporais ou financeiros causados a clientes, fornecedores, funcionários e terceiros.
Os riscos variam conforme a atividade, mas podem envolver:
- acidentes dentro do estabelecimento;
- erros profissionais;
- defeitos em produtos;
- danos durante a prestação de serviços;
- contaminações;
- acidentes ambientais;
- decisões de administradores.
O seguro de responsabilidade civil pode oferecer proteção para diferentes situações, desde que o evento esteja previsto nas condições contratadas.
7. Saúde e afastamento de profissionais essenciais
O afastamento de um sócio, gestor ou profissional técnico pode afetar a continuidade da empresa, especialmente quando conhecimentos, decisões ou relacionamentos estão concentrados em poucas pessoas.
Planos de saúde, seguro de vida coletivo, seguro para sócios e proteção de profissionais-chave podem fazer parte da gestão desse risco.
Em maio de 2026, o setor de saúde suplementar registrava 53.077.896 vínculos em planos médicos e 36.196.058 em planos exclusivamente odontológicos.
Além de proteger os profissionais, esses benefícios podem contribuir para a atração e a retenção de talentos.
8. Frotas, transporte e deslocamentos
Empresas que utilizam veículos para entregas, visitas técnicas, transporte de equipes ou movimentação de produtos devem acompanhar os riscos relacionados à mobilidade.
Acidentes podem gerar danos ao veículo, às mercadorias, aos ocupantes e a terceiros.
O seguro auto movimentou R$ 20,26 bilhões nos primeiros quatro meses de 2026, apresentando crescimento nominal de 6,55% em comparação com o mesmo período de 2025.
Na contratação de seguros para veículos empresariais ou frotas, devem ser analisados o tipo de utilização, os condutores, as regiões de circulação, as cargas transportadas e os limites de responsabilidade civil.
Como fazer uma revisão dos seguros empresariais?
A revisão deve começar pelo mapeamento da operação. A empresa precisa identificar seus ativos, atividades, pessoas essenciais e eventos capazes de causar perdas relevantes.
Um diagnóstico básico deve considerar:
- patrimônio e equipamentos atualizados;
- riscos que podem interromper a operação;
- dependência de fornecedores;
- exposição a ataques digitais;
- possíveis danos causados a terceiros;
- saúde e proteção dos profissionais;
- veículos e mercadorias em circulação;
- limites, franquias e exclusões das apólices atuais.
Depois desse levantamento, a corretora pode comparar coberturas e alternativas disponíveis no mercado.
Qual é a importância de uma corretora na gestão de riscos?
A corretora de seguros atua na análise das necessidades do cliente, na comparação de propostas, na orientação sobre coberturas e no suporte durante a vigência da apólice.
O seguro não deve ser escolhido apenas pelo preço. Uma proposta mais barata pode apresentar limites menores, franquias diferentes ou exclusões que reduzam a proteção em situações importantes.
A análise deve considerar o equilíbrio entre risco, cobertura, atendimento e capacidade financeira da empresa.
Na Scaramel, a equipe auxilia empresas na avaliação de seguros patrimoniais, empresariais, responsabilidade civil, frotas, vida, saúde e outras soluções de proteção.
Perguntas frequentes sobre riscos e seguros empresariais
Toda empresa precisa de seguro empresarial?
O seguro não é obrigatório para todas as atividades, mas pode proteger o patrimônio e a continuidade do negócio diante de incêndios, danos elétricos, roubos, eventos climáticos e outras ocorrências previstas na apólice.
O seguro empresarial cobre perda de faturamento?
A cobertura de lucros cessantes pode indenizar determinados prejuízos relacionados à interrupção das atividades. Para ser aplicada, normalmente é necessário que a paralisação tenha sido provocada por um evento coberto pela apólice.
Seguro empresarial cobre ataques cibernéticos?
O seguro empresarial tradicional pode não abranger todos os riscos digitais. Para incidentes como vazamento de dados, ransomware e interrupção de sistemas, pode ser necessária uma cobertura específica de riscos cibernéticos.
Quando uma apólice empresarial deve ser revisada?
A revisão deve ocorrer pelo menos na renovação e sempre que houver mudanças relevantes, como aquisição de equipamentos, aumento de estoque, alteração de endereço, ampliação da operação ou inclusão de novas atividades.
O seguro do imóvel protege todos os bens da empresa?
Não necessariamente. A cobertura do prédio pode ser diferente da proteção destinada a máquinas, móveis, equipamentos e estoques. Todos os bens relevantes devem ser identificados na análise.
Como escolher o seguro adequado para uma empresa?
A escolha deve considerar a atividade desenvolvida, o patrimônio, o faturamento, os riscos operacionais, a localização, a quantidade de funcionários e as responsabilidades assumidas em contratos.
Prepare sua empresa para o segundo semestre de 2026
A gestão de riscos não elimina a possibilidade de imprevistos, mas reduz seus impactos e melhora a capacidade de recuperação.
Revisar as apólices, atualizar valores e identificar novas vulnerabilidades são medidas importantes para proteger o patrimônio, as pessoas e a continuidade da operação.
Fale com a equipe da Scaramel e solicite uma análise das soluções mais adequadas para sua empresa.
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